
Fábio Elias, da Relespública, no telão do Luna Stage
*Por Marcelo Stammer, texto e fotos
Samuel Rosa de jaqueta Fred Perrys, Cláudia Leitte simpática, Fred Zero Quatro mal-encarado, Relespública colocando todo mundo pra cantar e dançar: esse foi o resumo do último dia do Lupaluna, no domingo (13), em Piraquara. Como não era exatamente um festival de Rock, a princípio o CWB Rock Report não faria a cobertura. Mas, ao recebermos o convite da rapaziada da Reles para fotografar o show, achamos conveniente aproveitar para registrar o máximo possível de tudo (ou quase tudo) o que acontecia no palco e nos bastidores, sem importar se o assunto era Rock, pop-rock ou até mesmo axé. Mas tudo bem.
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Na verdade, apesar da ótima estrutura do evento e da boa organização, o festival não acrescentou nada de novo no cenário de shows em Curitiba. Os preços dentro do “Lunapark” eram absurdos (R$ 5 um pastel ou hot-dog, R$ 15 o estacionamento no meio da lama) e as atrações principais eram arroz-de-festa. Entre os artistas locais, um dos destaques foi o show da banda Trivolve, que fez uma ótima apresentação de suas belas composições no palco “Ecomusic”. Uma pena não ter sido possível o registro dos shows de outras atrações locais, como o grupo de rap Mocambo (que dentro em breve deve partir para NY) e o DJ e produtor Claudinho Brasil. Entre os headliners, acabamos não assistindo ao show improvisado do Capital Inicial, que atrasou mais de uma hora por causa da forte chuva. Dizem as más línguas que foi emocionante, mas eu só acreditaria se tivesse visto…
Mesmo não sendo um fã da música do Skank, o show dos mineiros me impressionou pela energia e qualidade musical de todos os membros da banda, além do domínio total do público. O mesmo pode ser dito das outras duas atrações que vi, os simpáticos Armandinho e Cláudia Leitte: musiquinhas bobas, porém com precisão e riqueza de arranjos e executadas com perfeição por bandas extremamente competentes. E o povão vai à loucura!
Bom mesmo foi a Relespública. Pontualmente às cinco e meia da tarde, os quatro músicos subiram ao palco principal e o bombardeio começou. Um tiro certeiro atrás do outro, na base do “1-2-3-4″. Totalmente Rock’n'roll. Mas o melhor do show foi o público, que cantou, dançou, fez coro e mostrou porque a Reles é considerada uma das melhores bandas paranaenses de todos os tempos.
No geral, a avaliação do último dia do festival é mais positiva do que negativa. Sabe aquele esquema do “melhor isso do que nada”? então. Só resta esperar e torcer para que as próximas edições venham com mais apoio aos artistas locais e com menos clichês entre os headliners. E com um pouco mais de Rock’n'Roll, por favor!